Vai alugar um carro em Florença pra desbravar a Toscana? Boa escolha — só tem um detalhe que muita gente descobre tarde demais e leva multa: dentro do centro histórico de Florença, o carro é praticamente inimigo. Já fora dele, rumo aos vinhedos e às vilas medievais, é o melhor amigo do viajante.

Neste guia a gente reuniu tudo o que você precisa saber: quanto custa, onde retirar, quais documentos levar, como funciona a tal da ZTL (que rende multas salgadas) e os roteiros que fazem o aluguel valer cada centavo.

A gente errou nessa na primeira viagem: tentou chegar de carro até o hotel no centro e acumulou multa de ZTL sem nem perceber, porque é tudo monitorado por câmera. Então cola na leitura que a gente te poupa essa dor de cabeça.

Por que alugar um carro em Florença (e quando NÃO alugar)

A grande sacada é entender pra que serve o carro aqui. Dentro de Florença, a cidade é compacta e super caminhável — você faz tudo a pé e o carro só vira problema com estacionamento caro e zona de tráfego restrito.

Agora, na hora de explorar a Toscana, aí sim o carro é imbatível. Chianti, Siena, San Gimignano, Val d’Orcia… são lugares onde o transporte público não te dá nem metade da liberdade. Com carro, você para onde quiser, entra numa vinícola no meio do caminho e segue no seu ritmo.

Carro andando pelas ruas de Florença

Outra vantagem: se você viaja em família ou com um grupo de amigos, dá pra dividir o valor do aluguel e da gasolina, o que deixa tudo bem mais em conta. Nossa dica de ouro é chegar a Florença de trem, passar 1 ou 2 dias a pé na cidade e só pegar o carro quando for sair rumo à Toscana.

Como alugar o carro pelo menor preço

A principal dica pra economizar de verdade é reservar com antecedência e pela internet, usando um comparador de preços. Você coloca as datas da viagem e ele pesquisa as grandes locadoras de uma vez só, mostrando quem está mais barato.

A ferramenta que a gente usa em todas as viagens é esse comparador de carros. Ele compara o preço em todas as principais locadoras do mercado e costuma achar valores mais baratos do que indo direto no site delas.

Outra vantagem é que o pagamento é em reais, então você não paga IOF e pode parcelar em até 12x. O atendimento é 24h e em português, já tem sede no Brasil e nota excelente no ReclameAqui. Usa o cupom GRUPODICAS pra ganhar desconto e acessar promoções já aplicadas na tarifa.

Pessoa abre a porta de um carro branco.

E a gente sempre pega a proteção RentalCover: uma proteção extra que cobre pneus, vidros, perda de chaves, assistência na estrada e motoristas adicionais, itens que normalmente ficam de fora do seguro básico das locadoras.

Prefira sempre as grandes locadoras, como Alamo, Avis, Europcar, Sixt, Goldcar, Enterprise e Hertz, pra evitar dor de cabeça. Todas elas têm loja no aeroporto de Florença e nos principais aeroportos da Itália.

Existe também esse outro comparador, que é ótimo, mas o pagamento é em dólar ou na moeda do destino — então tem que calcular o IOF e não dá pra parcelar. Como ele também acha bons preços, vale pesquisar nos dois.

Quanto custa alugar carro em Florença

Os preços variam bastante conforme a época e a categoria do carro. Pra ter uma ideia, na Itália em geral um carro compacto com seguro básico costuma sair em torno de € 20 a € 48 por dia, podendo passar de € 60/dia em alta temporada ou categorias superiores.

Em Florença especificamente, dá pra encontrar diárias de carro básico bem variadas, partindo de valores baixos e subindo bastante conforme a data e a categoria. Os fatores que mais mexem no preço são:

  • Época do ano: o verão europeu (junho a agosto) e feriados podem encarecer o aluguel em até cerca de 40%. Fevereiro costuma ser um dos meses mais baratos; julho, um dos mais caros.
  • Categoria do veículo: SUV, minivan, câmbio automático e luxo encarecem muito.
  • Local de retirada: aeroportos têm mais taxas, mas também mais oferta e promoções.
  • Seguro e franquia: tarifas “milagrosamente baratas” geralmente escondem franquias altas ou coberturas reduzidas.

E não esquece de somar o combustível, que na Itália está entre os mais caros da Europa, com gasolina em torno de € 1,80–1,90 o litro. Muita gente calcula só a diária e leva susto no fim.

Onde retirar o carro: aeroporto ou estação?

Os dois principais pontos de retirada em Florença são:

  • Aeroporto Amerigo Vespucci (FLR): ideal pra quem vai pegar estrada direto rumo à Toscana ou Cinque Terre. Costuma ter mais locadoras e mais carros disponíveis, com boas promoções pra reservas antecipadas. A vantagem é que você já sai praticamente em vias rápidas, sem encarar o centro histórico nem a ZTL.
  • Estação Santa Maria Novella (SMN): conveniente pra quem chega de trem (de Roma, Milão ou Veneza) e depois quer rodar de carro. Só fique atento, porque muitas locadoras perto da estação estão próximas da ZTL, então cuidado com o trajeto de saída.

Nossa estratégia favorita: chegar de trem em Florença, curtir a cidade a pé, e só retirar o carro ao sair pra Toscana — assim você nem corre risco de multa nos dias de cidade.

Documentos pra alugar carro na Itália

Pra brasileiro, a lista padrão pra alugar carro na Itália inclui:

  • CNH brasileira válida;
  • Passaporte válido;
  • Permissão Internacional para Dirigir (PID) — formalmente exigida na Itália;
  • Cartão de crédito internacional no nome do condutor principal, com limite pra caução (bloqueio).

A idade mínima costuma ser de 21 anos, e quem tem menos de 25 geralmente paga uma taxa de “jovem condutor”. Motoristas adicionais precisam apresentar a mesma documentação e também podem gerar taxa extra.

Pra tirar a PID é simples: basta pedir no Detran mais próximo ou pelo site do Detran, e em poucos dias o documento chega na sua casa.

Documento PID

Olha, tem gente que conta que conseguiu alugar só com a CNH, mas a exigência oficial italiana é ter também a PID. Sem ela, num controle policial ou num acidente, você pode ter problema — mesmo que a locadora tenha aceitado o aluguel. Então leva as duas e dorme tranquilo.

ZTL: a armadilha que rende multas em sequência

Essa é a parte mais importante deste guia. O centro histórico de Florença é coberto pela ZTL (Zona de Tráfego Limitado), onde só veículos autorizados (moradores, serviços) podem circular em certos horários.

O grande problema é que tudo é monitorado por câmeras, não por guardas. Ou seja, ninguém te para — a multa simplesmente chega depois lá no Brasil, encaminhada pela locadora com taxa administrativa por cima. E o pior: se o carro ficar lá dentro, você pode levar várias multas em sequência num único dia.

A regra de ouro: não tente chegar de carro até o hotel no centro. Em vez disso:

  • Estacione em garagens privadas fora da ZTL;
  • Ou deixe o carro no aeroporto / áreas afastadas e use transporte público ou táxi pra entrar no centro.

Dois carros de cor cinza (um é da Ferrari) estacionados um em frente ao outro numa rua.

Sobre estacionamento: as vagas de rua têm linhas coloridas com regras próprias — a zona branca costuma ser gratuita, a azul é paga e a amarela é exclusiva pra moradores. As garagens cobertas no centro são caras, com diária em torno de € 20 a € 40. Detalhe medieval bacana: cidades como San Gimignano têm estacionamentos fora das muralhas, e você deixa o carro do lado de fora e entra a pé.

Dica do GPS: economize com o chip

Outra forma ótima de economizar é no GPS. Muitas locadoras oferecem o equipamento por cerca de 10 euros por dia — o que, numa viagem de vários dias, vira uma fortuna.

Por uma quantia bem menor, você pode usar esse chip de viagem que a gente usa com internet de alta velocidade na Europa. Aí é só usar o GPS do próprio celular pela internet — você economiza uns bons euros e ainda fica conectado pra tudo durante a viagem.

Celular servindo como GPS em carro.

Roteiros de carro a partir de Florença

É aqui que o aluguel realmente brilha. Olha os destinos que valem cada minuto ao volante:

  • Chianti: a região vinícola entre Florença e Siena, com vilarejos como Greve in Chianti, Radda e Castellina. O carro dá liberdade pra entrar e sair de degustações (combinem de revezar o motorista, hein).
  • Siena: a cerca de 1h15 a 1h30 de carro, por uma rota belíssima. Dá pra emendar pequenos vilarejos no caminho.
  • San Gimignano: a cidade medieval das torres, que combina bem com Volterra no mesmo dia.
  • Val d’Orcia (Pienza, Montepulciano, Montalcino): um dos cenários mais icônicos da Toscana, com estradas fotogênicas e ciprestes. É um pouco mais longe, perfeito pra roteiros de 2 a 3 dias.
  • Arezzo e Cortona: opções menos óbvias, ótimas pra quem já viu o básico e quer aquele clima de cinema italiano.

Uma sugestão de divisão: roteiro de 3 dias com Chianti + Siena + San Gimignano, ou um roteiro de 5 dias incluindo o Val d’Orcia. As estradas principais da Toscana são boas e bem sinalizadas, e as secundárias são aquelas cênicas, cheias de curvas e vilas medievais.

Carro azul estacionado em frente a um campo esverdeado.

Erros comuns que custam caro

Pra você não tropeçar nas mesmas armadilhas de tanto turista:

  • Entrar na ZTL do centro e acumular multas em sequência num único dia;
  • Alugar carro pra todos os dias da viagem, inclusive os dias em Florença, onde o carro só atrapalha;
  • Esquecer a PID e ter dor de cabeça na locadora ou num controle policial;
  • Não checar a franquia do seguro, escolhendo a opção mais barata e descobrindo depois que a franquia em caso de dano é altíssima;
  • Não conferir o carro na retirada — fotografe e filme pneus, para-choques e qualquer risco antes de sair, pra não ter disputa na devolução;
  • Optar por carro grande (SUV ou sedã) sem considerar as ruas estreitas das vilas medievais e as vagas apertadas;
  • Não reservar com antecedência na alta temporada e acabar pagando muito mais ou ficando sem câmbio automático.

Melhor época pra rodar pela Toscana

A primavera (abril–maio) e o outono (setembro–outubro) são os queridinhos: clima ameno, paisagens lindas com os vinhedos, estradas agradáveis e preços de aluguel e hotel mais moderados que no pico do verão.

O verão (junho–agosto) tem alta temporada, com preços de aluguel mais altos e menos modelos econômicos disponíveis — mas os dias longos são excelentes pra dirigir. Já o inverno (novembro–março) costuma ter aluguel mais barato, fora do Natal e Ano Novo, com estradas menos cheias.

A estratégia que a gente recomenda é não usar carro dentro de Florença e concentrar o aluguel nos dias dedicados à Toscana, ajustando a quantidade de dias à estação.

Falando em ficar bem localizado: pra alternar entre os dias a pé na cidade e os bate-voltas de carro, vale escolher uma hospedagem perto da estação e fora da ZTL — assim você não sofre pra retirar e devolver o veículo. Olha a melhor região pra se hospedar em Florença:

Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Florença

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre aluguel de carro em Florença

Vale a pena alugar carro em Florença?

Pra circular dentro da cidade, não — Florença é compacta, caminhável e cheia de ZTL com multas pesadas. Mas se a ideia é explorar a Toscana (Chianti, Siena, Val d’Orcia), aí o carro é praticamente indispensável. A dica é alugar só pros dias fora da cidade.

Brasileiro precisa de PID pra alugar carro na Itália?

Sim. A exigência oficial italiana é ter a CNH brasileira válida e também a Permissão Internacional para Dirigir (PID). Mesmo que algumas locadoras aceitem só a CNH, sem a PID você pode ter problemas num controle policial ou em caso de acidente.

O que é a ZTL de Florença?

É a Zona de Tráfego Limitado, uma área do centro histórico onde só carros autorizados podem circular em certos horários. Tudo é monitorado por câmeras, e quem entra sem autorização recebe a multa depois, lá no Brasil, via locadora — com taxa administrativa por cima.

Quanto custa alugar carro em Florença?

Varia bastante conforme a época e a categoria. Um compacto com seguro básico costuma sair em torno de € 20 a € 48 por dia na Itália, podendo passar disso na alta temporada. Fevereiro tende a ser mais barato; julho, mais caro. Reservar com antecedência ajuda a economizar.

Onde é melhor retirar o carro em Florença?

O Aeroporto Amerigo Vespucci (FLR) é o mais prático pra quem vai pegar estrada direto, com mais oferta de carros e promoções. A estação Santa Maria Novella é conveniente pra quem chega de trem, mas exige cuidado com a saída por causa da ZTL próxima.

Preciso pagar GPS na locadora?

Não compensa. As locadoras cobram em torno de 10 euros por dia pelo GPS. Sai muito mais barato usar um chip de internet e navegar pelo GPS do próprio celular, que ainda te deixa conectado o tempo todo.

Qual a melhor época pra dirigir pela Toscana?

Primavera (abril–maio) e outono (setembro–outubro) são as melhores: clima ameno, paisagens lindas e preços mais moderados. O verão tem alta temporada e preços maiores; o inverno é mais barato, com estradas menos cheias.

Economize ao máximo na sua viagem a Florença:

No fim das contas, o segredo é simples: deixe o carro fora da equação enquanto estiver em Florença e solte ele pra rodar pela Toscana. A gente faz isso toda vez e é onde a viagem de carro pela Itália vira aquela experiência de cinema, sem multa nenhuma estragando a memória. Boa viagem!