Não sabe como levar seu dinheiro para Florença? Relaxa que a gente te ajuda. Aqui você vai entender qual é a melhor forma de viajar com seus euros, quanto levar em espécie, como fugir do IOF alto e quais erros os brasileiros mais cometem na hora de organizar a grana pra Itália.
A verdade é que não existe uma única forma certa: o segredo está em combinar três meios de pagamento — um pouco de euro em espécie, uma conta global pro dia a dia e um cartão de crédito desbloqueado só pra emergências. Assim você diminui o impacto do IOF, fica protegido contra perda e roubo e ainda ganha flexibilidade com o câmbio.
Quando a gente foi a Florença pela primeira vez, cometeu o erro clássico de levar euro demais no bolso por insegurança. Resultado: dinheiro parado na carteira e a sensação chata de andar com uma fortuna em espécie. Hoje a gente faz diferente, e é exatamente isso que vai explicar aqui.
A moeda em Florença e regras que você precisa saber
A moeda em Florença (e em toda a Itália) é o euro (€). As notas vêm em 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 euros, e as moedas em 1 e 2 euros, além de centavos (1, 2, 5, 10, 20 e 50).
Brasileiro não precisa de visto pra turismo de até cerca de 90 dias na Itália, que faz parte do espaço Schengen. Mas é obrigatório ter seguro viagem com cobertura mínima em torno de 30 mil euros — a gente fala mais disso lá no fim.
Um detalhe importante: a Receita Federal permite sair do Brasil com dinheiro vivo sem precisar declarar até cerca de US$ 10 mil por pessoa (ou o equivalente em outra moeda). Acima disso, tem que declarar.
Uma dica boba mas que faz diferença: na Itália o uso de moedas é bem intenso. Café, pão, gelato e pequenas compras saem na moeda mesmo. Um porta-níqueis ajuda demais a não se enrolar com um punhado de metal no bolso o dia inteiro.
1) Dinheiro vivo (euro em espécie)
A primeira forma de levar euro é o dinheiro em espécie. A vantagem é que você não paga o IOF que é cobrado em cartões de crédito e pré-pagos, arcando só com a taxa de câmbio do dia da compra.
O dinheiro vivo é ótimo pra aquelas situações em que cartão não rola: lanchinhos rápidos, cafés e sorvetes, pequenos estabelecimentos de bairro, táxi, ônibus local ou alguma máquina que só aceita dinheiro. Em bate-voltas pela Toscana, então, alguns negócios familiares ainda preferem espécie pra valores menores.
A desvantagem é a praticidade e a segurança: você precisa carregar, ficar contando o dinheiro e, se for roubado, sai no prejuízo sem chance de recuperar. Por isso a recomendação universal é não levar todo o dinheiro da viagem em espécie, e sim uma quantia moderada.
Pra um turista brasileiro médio, a faixa que mais funciona é levar algo em torno de 300 a 500 euros por pessoa pra uma viagem de alguns dias, o suficiente pra cobrir 2 a 3 dias de gastos básicos caso dê algum problema com os cartões. O resto vai na conta internacional.
Sobre onde comprar: costuma valer mais a pena comprar boa parte ainda no Brasil, numa casa de câmbio de confiança autorizada pelo Banco Central, porque o câmbio em Florença tende a ser menos favorável, principalmente nas zonas turísticas. Sempre pergunte “quanto recebo líquido por X euros?” e compare, porque algumas casas escondem comissão.
2) Conta global: a forma mais barata de pagar lá fora
Essa forma vem se popularizando cada vez mais e, na nossa opinião, é a campeã pra usar no dia a dia. É bem mais barata e prática que todas as outras.
A ideia é abrir uma conta digital global em dólar e usar o cartão dela pra fazer todos os pagamentos e saques no exterior — independente da moeda do destino, ou seja, vale pro euro também. Você transfere reais, converte pra dólar com spread baixo e usa o cartão no débito ou crédito internacional.
A grande sacada é a economia: a compra dos dólares nessa conta global que a gente usa sai muito mais barata, porque você compra numa cotação melhor que a do dólar turismo usado por bancos e casas de câmbio. E o IOF do cartão é bem menor que o do cartão de crédito tradicional. É uma economia gigante, não só de dinheiro, mas de tempo, já que dá pra fazer tudo online e com segurança.
Outra vantagem enorme é a possibilidade de ir comprando dólar aos poucos, conforme a cotação melhora, travando o câmbio na sua estratégia. E, se perder o cartão, você bloqueia na hora pelo app — bem mais seguro que dinheiro vivo. Na Itália, que tem ótima aceitação de cartão, funciona lisinho.
Como abrir essa conta global, ainda do Brasil
Existe um banco digital global brasileiro, já super conceituado no mercado, que permite criar uma conta nos EUA em menos de 5 minutos. É justamente esse que a gente indica. O único documento exigido é o RG ou CNH.
Com a conta criada, você coloca dólares e usa o dinheiro em qualquer país do mundo — então dá pra abrir agora pra Florença e usar em viagens futuras também. Se quiser já baixar o app e começar a criar a sua, é só clicar aqui nesse banco digital. E, como muita gente abre conta por causa dos nossos blogs, a gente conseguiu um cupom pros leitores.
Quem abrir a conta com o código de convidado GRUPODICAS20 ganha até 20 dólares ao fazer a primeira remessa de câmbio, dentro de 15 dias após abrir a conta.
Depois de aberta, você envia dinheiro da sua conta brasileira (em reais) pra essa (em dólar) facilmente pelo app, acompanhando o câmbio em tempo real. E já dá pra usar em estabelecimentos do mundo todo: você paga na moeda que eles cobrarem e o valor já vem descontado em dólar na sua conta.
Algumas outras vantagens que valem ouro:
- Dá pra acumular dólares aos poucos conforme a cotação melhora, e ainda deixar investido em fundos pra ir rendendo até a viagem.
- O cartão funciona em qualquer lugar do mundo, então serve pra todas as futuras viagens.
- O atendimento e suporte são todos em português.
- Não tem taxa nenhuma pra abrir ou manter a conta.
- Você pode fazer saques em caixas eletrônicos no exterior pra ter um pouco de euro em espécie, e os dois primeiros saques são isentos de taxa.
- Assim que cria a conta, já tem um cartão virtual de débito no celular pra usar, e pode pedir o cartão físico também.
- Tem até uma sala VIP no aeroporto de Guarulhos, ótimo benefício pra usar em todas as viagens.
- Não esqueça de usar o cupom GRUPODICAS20 na abertura da conta pra ganhar até 20 dólares.
3) Cartão pré-pago internacional
O cartão pré-pago internacional funciona como um cartão de débito, com bandeira Visa ou Mastercard, aceito na imensa maioria dos estabelecimentos. Você transfere reais pra empresa de câmbio e eles carregam o valor em euros (ou dólar) no cartão.
A vantagem é que você trava a cotação no dia da carga e ela não varia mais, sem aquela surpresa do câmbio que acontece no cartão de crédito. Também dá pra sacar em euros ou na moeda local em caixas eletrônicos pelo mundo todo, e recarregar a qualquer momento pelo telefone ou internet, acompanhando os gastos em tempo real no app.
Essa costumava ser a forma mais simples, segura e prática de levar dinheiro. A desvantagem é que ele usa o dólar turismo e um IOF mais alto que o da conta global, então acabou ficando menos vantajoso. Por isso as contas globais viraram a melhor opção. De toda forma, se preferir ir por esse caminho, a empresa que a gente já usou pra esse serviço é essa aqui, mais segura, fácil e com boa assistência.
4) Cartão de crédito internacional
O cartão de crédito é outra forma de levar dinheiro, e a vantagem é a praticidade: basta avisar o banco do seu cartão que você vai viajar e pra quais cidades, e eles liberam as compras internacionais e evitam o bloqueio por suspeita de fraude.
Tirando a praticidade, porém, essa é a opção mais cara. Além do IOF de compras internacionais, que costuma ser bem mais alto que o da compra de moeda em espécie, a taxa de câmbio considerada é a do dia do fechamento da fatura — que pode ter subido depois da viagem, te pegando de surpresa.
Por isso a gente recomenda usar o crédito como reserva de emergência, principalmente pra caução de hotel, aluguel de carro (se for sair de Florença pra rodar a Toscana) e imprevistos grandes. Lembre de desbloquear o uso internacional antes de viajar e, se quiser garantir, faça uma compra online internacional pequena pra testar se o cartão passa.
Dinheiro no dia a dia em Florença
Florença é uma cidade compacta e deliciosa de explorar a pé: Duomo, Ponte Vecchio, Piazza della Signoria, Uffizi e Santa Croce ficam tudo a distâncias caminháveis. Isso reduz bastante os gastos com transporte e sobra mais orçamento pra museus, vinhos, jantares e bate-voltas.
Os gastos variam muito conforme o estilo de viagem, mas, por pessoa e por dia, dá pra ter uma ideia: alimentação simples (café, panino, gelato, prato de massa numa trattoria fora das zonas caras) costuma ficar em torno de 25 a 40 euros; uma alimentação mais confortável sobe pra faixa de 40 a 70 euros. As atrações principais (Duomo, Galleria degli Uffizi, Galleria dell’Accademia) somam algo em torno de 20 a 40 euros por dia, dependendo do roteiro e se você pega combos ou passes.
A estratégia que funciona melhor: tenha em espécie só pra pequenas despesas (algo em torno de 20 a 40 euros por dia em notas e moedas) e pague o grosso com o cartão internacional. O dinheiro vivo é especialmente útil em cafeterias e gelaterias de bairro, padarias locais, banheiros pagos e feirinhas de souvenir.
Casas de câmbio e saques em Florença
Se precisar trocar dinheiro no centro histórico, há várias casas de câmbio conhecidas, como a Best and Fast Change (com unidades na Via dei Calzaiuoli, Piazza di San Giovanni, Borgo San Lorenzo e Via de’ Martelli), a Change Exchange Marco Alunno (perto da Piazza della Signoria), a Money Express Change (perto da estação Santa Maria Novella) e a Maccorp (região da Piazza del Mercato Nuovo e Via Nazionale).
O conselho de quem já caiu nessa: evite trocar dinheiro nos pontos mais turísticos, coladinho nas grandes atrações ou em terminais de aeroporto, sem comparar. Algumas casas cobram comissão escondida. Sempre veja a taxa efetiva mais a eventual comissão antes de fechar.
Pra saques, os cartões de conta internacional e de débito permitem sacar euro direto nos caixas eletrônicos. Você encontra ATMs na área da estação Santa Maria Novella, no entorno do Duomo e em ruas comerciais como Via dei Calzaiuoli e Via Nazionale. Confirme antes com o banco ou fintech a tarifa por saque e o limite por operação e por dia.
Dois cuidados importantes: prefira ATMs ligados a bancos italianos tradicionais, em vez de caixas genéricos dentro de lojas turísticas, que às vezes cobram mais. E sempre recuse a “conversão dinâmica”, quando o terminal oferece mostrar o valor em reais com a conversão própria dele. Cobre em euro e deixe a conversão pro seu banco ou cartão — sai bem mais barato.
Erros comuns dos brasileiros na hora de levar dinheiro
Depois de várias viagens, a gente já viu (e cometeu) basicamente todos esses deslizes. Anota aí pra não repetir:
- Levar euro demais em espécie por medo de cartão: aumenta o risco de perda e roubo e você perde a chance de aproveitar momentos melhores de câmbio ao longo do tempo.
- Confiar só no cartão de crédito do banco brasileiro: IOF alto, câmbio definido só no fechamento da fatura e risco de bloqueio se você não avisar a viagem.
- Não checar IOF e tarifas antes de viajar: cada meio (espécie, crédito, pré-pago, conta global) tem custo diferente.
- Esquecer de desbloquear o uso internacional: chegar em Florença e o cartão não passar é mais comum do que parece. Teste antes.
- Trocar grandes quantias em casa de câmbio “turistão” sem comparar taxa: pesquise pelo menos 2 ou 3 cotações.
- Aceitar a conversão pra real na maquininha: a taxa quase sempre é desfavorável. Pague sempre em euro.
- Não ter moedas à mão: pra pequenas compras e banheiros pagos, moedas de 50 centavos, 1 e 2 euros facilitam muito.
Afinal, como levar os euros para Florença e para a Itália?
Sem dúvidas, a forma mais barata e fácil de gastar euro em Florença é abrir a conta global que a gente citou e usar como meio principal de pagamento: restaurantes, ingressos, compras, transporte entre cidades.
Junto com isso, leve algum valor em espécie, por volta de 300 a 500 euros por pessoa, comprado no Brasil com antecedência, pra lugares que não aceitam cartão e pra emergências. E mantenha um cartão de crédito internacional desbloqueado como reserva, principalmente pra caução de hotel, aluguel de carro e imprevistos maiores.
Um plano financeiro que funciona bem pra um roteiro de 5 a 7 dias em Florença: conta global como forma principal, 300 a 500 euros em espécie por pessoa pro dia a dia e emergências menores, cartão de crédito guardado pro que exigir garantia, e um bom seguro viagem cobrindo a saúde.
E lembra do seguro viagem: pra Itália, que está no espaço Schengen, ele é obrigatório com cobertura mínima em torno de 30 mil euros, exigido já na imigração. Além de ser exigência, ele também pode cobrir furto de bagagem ou carteira dependendo da apólice — útil justamente num assunto de dinheiro. Pra achar uma boa apólice barata, vale usar esse comparador de seguros, que já vem com desconto exclusivo pros nossos leitores.
Pra organizar a viagem inteira pagando mais barato, escolher bem o hotel também faz parte do plano financeiro: ficar no centro histórico economiza táxi e tempo, sobrando mais orçamento pra aproveitar. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como levar dinheiro para Florença
Qual a melhor forma de levar dinheiro para Florença?
A melhor estratégia é combinar três meios: uma conta global em dólar como forma principal de pagamento, de 300 a 500 euros em espécie por pessoa pro dia a dia e emergências, e um cartão de crédito internacional desbloqueado como reserva. Isso reduz o IOF, protege contra roubo e dá flexibilidade com o câmbio.
Quanto de dinheiro em espécie levar para Florença?
Para um turista médio, o recomendado é levar em torno de 300 a 500 euros por pessoa em espécie numa viagem de alguns dias, o suficiente pra cobrir 2 a 3 dias de gastos básicos caso dê algum problema com os cartões. O resto vai na conta internacional ou no cartão.
É melhor comprar euro no Brasil ou em Florença?
Costuma valer mais a pena comprar boa parte ainda no Brasil, numa casa de câmbio de confiança autorizada pelo Banco Central, porque o câmbio em Florença tende a ser menos favorável, principalmente nas zonas turísticas perto das grandes atrações.
Posso pagar com cartão em Florença?
Sim, Florença tem ótima aceitação de cartão, especialmente Visa e Mastercard. Cartões de conta global e de crédito internacional funcionam tranquilamente na maioria dos estabelecimentos. Sempre escolha pagar em euro, e não em reais, quando a maquininha oferecer a conversão.
Preciso de seguro viagem para Florença?
Sim. A Itália faz parte do espaço Schengen, então o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima em torno de 30 mil euros, exigido já na imigração. Além de ser exigência, ele protege contra gastos médicos altos e, dependendo da apólice, contra furto de bagagem.
Devo aceitar pagar em reais na maquininha no exterior?
Não. Quando o terminal ou lojista oferece cobrar em reais (conversão dinâmica), a taxa costuma ser bem desfavorável. Prefira sempre pagar em euro e deixar a conversão por conta do emissor do seu cartão, que normalmente é mais vantajosa.
Vale a pena usar conta global para viajar para a Itália?
Vale muito. A conta global em dólar costuma ser a forma mais barata de gastar no exterior, com câmbio melhor e IOF menor que o do cartão de crédito tradicional. Você ainda compra dólar aos poucos quando a cotação está boa e bloqueia o cartão pelo app se perder.
Economize ao máximo na sua viagem a Florença
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Florença, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Florença da forma mais barata e segura.
- Carro: se você for sair de Florença pra rodar a Toscana, não deixe de ler como alugar um carro em Florença, com dicas de como pegar pelo menor preço.
- Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupação? Já garanta um chip europeu ainda no Brasil, clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Florença pra saber a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo e o seguro é obrigatório pra Itália. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, organizar o dinheiro pra Florença é mais simples do que parece: combine os três meios, compre euro com antecedência no Brasil, abra a conta global pra economizar no câmbio e deixe o cartão de crédito só pra emergências. Com esse plano na mão, você gasta menos com taxas e sobra orçamento pra aproveitar o gelato, os museus e o vinho da Toscana. Boa viagem!









