Notas de euro

Toda viagem pra Portugal começa com a mesma dúvida: como levar dinheiro para Lisboa sem perder uma fortuna em taxas e câmbio ruim? A gente entende a aflição, porque já passou por isso nas primeiras vezes — e errou bonito, levando dinheiro demais em espécie e pagando IOF salgado em tudo no cartão de crédito.

A boa notícia é que existem formas muito mais inteligentes de organizar isso. Neste guia, a gente explica todas as opções (espécie, conta global, cartão pré-pago e crédito), com os prós e contras de cada uma, quanto levar por dia em Lisboa e os erros que mais derrubam o brasileiro. No fim, você vai saber exatamente o que fazer.

E não deixe de conferir o nosso guia completo de Lisboa. É um guia atualizado, com tudo o que você precisa saber e um passo a passo completo pra montar toda a sua viagem, economizando ao máximo em TUDO.

A moeda de Lisboa e como funcionam os pagamentos

A moeda oficial de Portugal é o euro (€). Real e dólar não são aceitos no dia a dia, então o que vale lá é euro em espécie e cartão. Olha que Lisboa é bem moderna nesse ponto: cartões Visa e Mastercard são aceitos em praticamente todo lugar — hotéis, restaurantes, metrô, atrações e supermercados.

Os pagamentos por aproximação (contactless) e carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay funcionam que é uma beleza por lá. Na prática, a gente paga quase tudo no cartão e usa o dinheiro vivo só pra pequenas coisas, como você vai ver mais pra frente.

Por isso, a estratégia que mais funciona hoje é simples: usar um cartão internacional (conta global ou débito) pra maior parte dos gastos e levar uma quantia moderada em euros em espécie pra imprevistos e lugarzinhos que só aceitam dinheiro.

As formas de levar dinheiro para Lisboa

Antes de falar de valores e regras, vamos abrir cada opção pra você entender vantagem e desvantagem. São quatro caminhos principais.

1) Dinheiro vivo (em espécie)

A forma mais tradicional de levar euro é o dinheiro em espécie. A vantagem é que você não paga IOF de transação no cartão, arcando só com a taxa de câmbio do dia da compra.

Notas de euro

A desvantagem é a praticidade e, principalmente, a segurança: você precisa carregar e contar o dinheiro toda hora, e se for roubado sai no prejuízo total. Por isso a recomendação universal é nunca levar todo o dinheiro da viagem em espécie, só uma quantia razoável. Pra uma viagem turística, costuma fazer sentido levar algo em torno de 300 a 500 euros por pessoa e deixar o resto no cartão.

2) Conta global em dólar

Essa forma vem se popularizando muito e, na nossa experiência, é hoje a opção mais barata e fácil de todas. A ideia é abrir uma conta digital global em dólar e usar o cartão dela pra fazer todos os pagamentos e saques no exterior — independente da moeda do destino, incluindo o euro.

De forma geral, a compra dos dólares na essa conta global que a gente usa sai MUITO mais barato, porque você compra na cotação comercial, que é a mais barata de todas. Bancos e casas de câmbio usam a cotação turismo, que é bem mais cara.

Além disso, em vez de pagar o IOF cheio que incide no cartão de crédito internacional, o IOF dessas operações costuma ser bem menor. É uma economia gigante, não só de dinheiro, mas de tempo — você faz tudo online e com muita segurança.

Conta global em dólar

O processo pra abrir a conta é todo do Brasil e leva menos de 5 minutos. O único documento exigido é RG ou CNH. Depois você consegue colocar dólares e usar seu dinheiro em qualquer país do mundo — ou seja, dá pra abrir agora e usar nas próximas viagens também.

Pra começar a criar a conta, é só baixar o app clicando aqui na conta digital que a gente indica. E como muita gente abre a conta por causa dos nossos blogs, a gente conseguiu um cupom: quem usar o código de convidado GRUPODICAS20 na abertura ganha até 20 dólares ao fazer a primeira remessa de câmbio, em até 15 dias desde a abertura.

Com a conta aberta, você envia dinheiro da sua conta do Brasil (em reais) pra ela (em dólar) facilmente pelo app, vendo quanto está o câmbio na hora. Na viagem, você paga no estabelecimento na moeda que eles cobrarem e o valor já vem descontado em dólar na sua conta.

Outras vantagens:

  • Pode ir acumulando dólares aos poucos conforme a cotação estiver boa, travando o câmbio ao longo dos meses antes da viagem.
  • Usa o cartão em qualquer lugar do mundo, então serve pra todas as próximas viagens.
  • Atendimento e suporte todo em português.
  • Não tem taxa pra abrir nem manter a conta.
  • Dá pra fazer saques em caixas eletrônicos no exterior pra ter um pouco em espécie, e os dois primeiros saques são isentos de taxa.
  • Assim que cria a conta, já vem um cartão virtual de débito no celular, e dá pra pedir o físico também.
  • Não esqueça de usar o cupom GRUPODICAS20 na abertura pra ganhar até 20 dólares.
Cartão da conta global

3) Cartão pré-pago internacional

Essa era a forma mais usada pra levar dinheiro pra Europa por muito tempo. O cartão pré-pago funciona como um cartão de débito aceito na maioria dos estabelecimentos, já que a bandeira é Visa ou Mastercard.

Cartões internacionais

Você transfere o valor em reais pra empresa de câmbio e eles colocam o valor em euros no cartão. A vantagem é que você trava a taxa cambial do dia e ela não muda mais. Dá pra sacar em euros nos caixas eletrônicos e recarregar o cartão quando quiser, acompanhando os gastos pelo app.

A desvantagem é que ele usa o câmbio turismo e tem IOF mais alto que a conta global. Por isso as contas globais acabaram se tornando bem mais vantajosas. De toda forma, a empresa que a gente já usou pra esse serviço é essa aqui, que é segura, fácil e com boa assistência.

4) Cartão de crédito internacional

O cartão de crédito é mais uma forma de pagar lá fora. A vantagem é a praticidade: basta avisar o banco que vai viajar pra liberar as compras internacionais.

Cartão internacional

O problema é que ele costuma ser a opção mais cara. Além do IOF mais alto cobrado em todas as compras no exterior, a taxa de câmbio considerada é a do dia do fechamento da fatura — que pode ter subido depois da viagem, te fazendo pagar mais por isso. Por isso o conselho é usar o crédito só pra emergências e pra coisas que pedem caução, como reserva de hotel e aluguel de carro.

Quanto levar de dinheiro por dia em Lisboa

Os valores variam muito conforme o seu estilo, mas dá pra ter uma base boa. Olha algumas médias de gastos diários por pessoa:

  • Alimentação: um café da manhã simples sai em torno de 5 euros, um almoço num restaurante médio fica entre 10 e 15 euros e um jantar mais estruturado, entre 15 e 25 euros. No total, a alimentação costuma ficar na faixa de 30 a 50 euros por dia.
  • Transporte público: o sistema usa o cartão recarregável Viva Viagem (metrô, ônibus, elétricos e trens urbanos). Quem usa bastante costuma gastar em torno de 5 a 10 euros por dia. Misturando com Uber ou táxi, sobe pra algo em torno de 10 a 15 euros.
  • Atrações: muitos miradouros e igrejas são gratuitos. Museus nacionais e os ícones de Belém (Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém) costumam custar em torno de 8 a 12 euros por adulto.

Somando tudo, um turista que quer aproveitar bem mas sem exagero costuma gastar algo na faixa de 60 a 90 euros por dia por pessoa, incluindo comida, transporte e algumas atrações. Quem cozinha, usa só transporte público e prioriza atividades gratuitas gasta menos; quem prioriza bons restaurantes e passeios pagos fica acima disso.

Uma dica que economiza dinheiro de verdade é olhar o Lisboa Card, que dá acesso a várias atrações e transporte ilimitado por 24, 48 ou 72 horas — ele ajuda a prever o gasto e, dependendo do roteiro, sai em conta.

Regras de quanto dinheiro pode levar

Aqui mora uma confusão comum: existem duas regras diferentes, uma na saída do Brasil e outra na entrada da Europa.

  • Saindo do Brasil: cada pessoa pode levar até o equivalente a 10 mil dólares em espécie (qualquer moeda) sem declarar à Receita Federal. Acima disso, é obrigatório preencher a declaração eletrônica de bens e valores.
  • Entrando na União Europeia / Portugal: quem chega com 10 mil euros ou mais em dinheiro líquido (ou equivalente) tem que declarar na alfândega. Isso inclui notas, moedas, cheques de viagem e outros meios ao portador.

Tem ainda a regra de comprovação de recursos do espaço Schengen. Portugal pode exigir um mínimo de 75 euros na entrada, mais em torno de 40 euros por dia de permanência, como prova de que você tem como se manter. Numa viagem de 10 dias, dá por volta de 475 euros (75 + 40 × 10). A boa notícia é que isso não precisa estar tudo em espécie — extratos de conta, cartões e reservas também contam.

Onde e como sacar dinheiro em Lisboa

Os caixas eletrônicos (ATMs) estão espalhados por Lisboa, principalmente no Aeroporto Humberto Delgado, nas áreas turísticas (Baixa, Chiado, Rossio, Cais do Sodré) e nas agências dos bancos portugueses. Prefira sempre os ATMs ligados a bancos tradicionais, que costumam ter tarifas mais transparentes.

E uma dica de ouro que pouca gente conta: quando o caixa (ou a maquininha) perguntar se você quer cobrar em reais em vez de euros — a chamada conversão dinâmica de moeda (DCC) —, recuse e escolha sempre pagar em euros. Aceitar a cobrança em reais quase sempre dá um câmbio bem pior; deixar a conversão pro seu banco ou conta global costuma ser mais vantajoso.

Onde você realmente precisa de dinheiro vivo

Mesmo com cartão sendo aceito em quase tudo, ter alguns euros em notas pequenas e moedas facilita demais a vida em algumas situações. Quando a gente foi, o dinheiro vivo salvou em:

  • Pastelarias e confeitarias tradicionais em bairros mais locais (aquele pastel de nata fora do eixo turístico).
  • Feirinhas de artesanato e mercados de rua com produtos regionais.
  • Gorjetas espontâneas pra guias de walking tour e músicos de rua.
  • Máquinas de bilhetes mais antigas e banheiros pagos em alguns locais públicos.
  • Padarias e lanchonetes de bairro fora das áreas mais turísticas.

Sobre gorjeta: em Portugal ela não é obrigatória como em alguns países, mas se o serviço foi bom, deixar algo em torno de 5% a 10% é bem visto. Tenha umas notas pequenas pra isso.

Erros comuns do brasileiro ao levar dinheiro para Lisboa

Esses são os escorregões que a gente mais vê (e alguns já cometeu):

  • Levar todo o orçamento em espécie: aumenta o risco de perda e roubo e ainda deixa você refém de um câmbio pior. Divida entre espécie, conta global/débito e crédito pra emergência.
  • Confundir as regras de declaração: são duas, lembra? 10 mil dólares na saída do Brasil e 10 mil euros na entrada da UE.
  • Aceitar cobrar em reais (DCC): parece economia, mas é câmbio desfavorável. Sempre euros.
  • Ignorar as taxas do próprio banco: usar cartão de crédito comum pra tudo sem checar IOF, spread e tarifa de saque costuma sair caro.
  • Confiar só no cartão de crédito: se der bloqueio de segurança ou problema de limite, você fica sem acesso fácil ao dinheiro. Tenha sempre pelo menos duas formas de pagamento.

Afinal, como levar os euros para Lisboa?

Resumindo a nossa recomendação: a forma mais barata e fácil é abrir a conta global que a gente citou e usar o cartão dela pra maior parte dos gastos. Junte com uma quantia em espécie (algo em torno de 300 a 500 euros por pessoa) pros lugares que só aceitam dinheiro, e mantenha um cartão de crédito guardado pra emergências e pra cauções de hotel e carro.

Quem não quiser abrir a conta global pode ir de cartão pré-pago internacional como segunda opção, sempre combinado com um pouco de dinheiro vivo. O importante é nunca depender de uma forma só.

Já que estamos falando de orçamento, organizar bem onde você vai dormir é o que mais pesa (ou alivia) no bolso da viagem. Ficar bem localizado economiza táxi e tempo, sobrando mais euros pra comida e passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Lisboa:

Onde ficamos em Lisboa (e 3 hotéis bons e baratos!)

Isso fez toda a diferença em nossas viagens! Existem três regiões que são as melhores para os turistas: Alfama, Chiado e Baixa. No primeiro sentirá a Lisboa mais autêntica, com casas de fado por perto. O Chiado e a Baixa são regiões com uma arquitetura linda e cheias de hotéis e restaurantes, com valores de hospedagem para todos os bolsos.

Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.

Mapa personalizado dos melhores hotéis em Lisboa

Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.

HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.

HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.

HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.

Perguntas frequentes sobre levar dinheiro para Lisboa

Qual a melhor forma de levar dinheiro para Lisboa?

A combinação mais econômica é usar uma conta global em dólar (ou cartão de débito internacional) pra maior parte dos gastos e levar uma quantia moderada em euros em espécie pra imprevistos. O cartão de crédito fica guardado pra emergências e cauções.

Quanto de dinheiro em espécie levar para Lisboa?

Pra uma viagem turística, costuma fazer sentido levar algo em torno de 300 a 500 euros por pessoa em espécie, deixando o resto no cartão. Levar todo o orçamento em dinheiro vivo não é recomendado pelo risco de perda e roubo.

Posso pagar em real ou dólar em Lisboa?

Não. A moeda oficial é o euro, e real e dólar não são aceitos no dia a dia. O ideal é ter euros em espécie e um cartão internacional, que é amplamente aceito na cidade.

Quanto preciso gastar por dia em Lisboa?

Pra um turista que aproveita bem sem exageros, o orçamento costuma ficar na faixa de 60 a 90 euros por dia por pessoa, incluindo alimentação, transporte e algumas atrações. Perfis econômicos gastam menos e quem prioriza bons restaurantes, mais.

Preciso declarar o dinheiro que levo para Portugal?

Sim, em duas situações. Saindo do Brasil, valores acima do equivalente a 10 mil dólares em espécie precisam ser declarados à Receita. Entrando na União Europeia, quem leva 10 mil euros ou mais em dinheiro líquido precisa declarar na alfândega.

Vale a pena sacar dinheiro nos caixas eletrônicos de Lisboa?

Dá pra sacar tranquilamente, de preferência em ATMs ligados a bancos tradicionais. O cuidado é recusar a conversão dinâmica de moeda (DCC): sempre escolha pagar ou sacar em euros, nunca em reais, pra ter um câmbio melhor.

Economize ao máximo na sua viagem a Lisboa

  • Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Lisboa, com todas as dicas pra economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar.
  • Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para as atrações de Lisboa da forma mais barata e segura.
  • Carro: esse é um item que facilita muito a viagem por Portugal e até Espanha. Se você estiver pensando em alugar um, não deixe de ler como alugar um carro em Lisboa, com dicas de como conseguir o menor preço possível.
  • Celular: quer usar o celular durante toda a viagem, sem preocupações? Já garanta um chip europeu, ainda no Brasil, clicando aqui. É mais fácil e barato.
  • Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Lisboa pra saber qual é a melhor localização e como economizar muito no hotel.
  • Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo, e na Europa o seguro é obrigatório (cobertura mínima de 30 mil euros). Veja aqui as dicas de como conseguir o melhor (e mais barato) seguro viagem.
  • Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.

No fim das contas, organizar o dinheiro pra Lisboa é mais simples do que parece: cartão internacional pra quase tudo, um pouco de euro no bolso e crédito guardado pra emergência. Foi assim que a gente parou de queimar dinheiro com taxa boba — e sobrou mais pra um pastel de nata extra a cada esquina. Boa viagem!