
Não sabe como levar dinheiro para Roma sem deixar grana na mesa com IOF e câmbio ruim? Relaxa que a gente te explica tudo aqui: as melhores formas de pagar, quanto levar por dia, como sacar euro com segurança e os erros que fazem o brasileiro perder dinheiro à toa.
A gente vai a Roma com frequência e já testou de tudo: levar tudo em espécie, depender do crédito, conta global, saque em Bancomat. A combinação que funciona melhor hoje é simples — conta global em euro/dólar pro dia a dia, um pouco de dinheiro vivo pra pequenas compras e gorjetas, e cartão de crédito só como plano B. É isso que a gente vai destrinchar.
E não esquece: aqui no nosso guia de como viajar barato para Roma a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato — hotel, transporte, seguro, comida e ingressos.
Antes de tudo: moeda, IOF e limites
A moeda oficial é o euro (€) — real não é aceito em lugar nenhum, então nem pensa em chegar com cédula brasileira achando que troca fácil. A boa notícia é que Roma virou uma cidade bem amigável pra cartão: hotéis, restaurantes, metrô, museus e lojas aceitam débito e crédito internacional sem drama, e pagamento por aproximação (incluindo Apple Pay e Google Pay) virou padrão.
Sobre limite: dá pra sair do Brasil com até cerca de US$ 10 mil por pessoa (ou o equivalente em outra moeda) sem precisar declarar à Receita. Acima disso, tem que declarar. Pra uma viagem normal de turismo, você nunca vai chegar perto disso em espécie — e nem deve, por segurança.
Ainda assim, vale sempre carregar uma graninha em euro vivo. Tem cafezinho de bairro, banheiro público pago, mercado de rua e máquina automática antiga que só aceita dinheiro. Não é pra levar muito, é pra não ficar na mão.
Conta global: a melhor forma de levar dinheiro para Roma
Pra gastos do dia a dia, a forma mais vantajosa de levar dinheiro para Roma é abrir uma conta global e usar o cartão de débito dela na viagem. Você faz tudo online, ainda no Brasil, e usa o cartão tranquilo em qualquer país do mundo.
O motivo de a gente recomendar tanto é matemática pura: você compra moeda na cotação comercial (a mais barata de todas), em vez da cotação turismo que bancos e casas de câmbio usam. E o IOF do cartão dessa conta é bem menor do que o do crédito internacional. No fim, a economia é gigante — e ainda dá pra fazer tudo do sofá, com segurança.
Outra sacada é que você consegue converter o saldo aos poucos, comprando dólar/euro quando a cotação tá boa, em vez de travar tudo numa cotação ruim de última hora.
A gente usa e indica essa conta global aqui. É uma conta digital brasileira já super conceituada, que abre em menos de 5 minutos, só pedindo RG ou CNH. Dá pra abrir pra essa viagem e usar em todas as próximas.
Como abrir a conta global do Brasil
O processo é rápido: baixa o app, cria a conta, envia dinheiro da sua conta brasileira (em reais) pra essa conta (em dólar) e pronto — já dá pra usar o cartão em qualquer estabelecimento do mundo, não importa a moeda. Você paga lá no euro e o valor já vem descontado em dólar na sua conta, automaticamente.
Como muita gente abre a conta por causa dos nossos blogs, a gente conseguiu um cupom: quem abrir com o código de convidado GRUPODICAS20 ganha até 20 dólares ao fazer a 1ª remessa de câmbio, em até 15 dias após abrir a conta.
Outras vantagens que a gente curte:
- Dá pra ir acumulando dólares aos poucos, conforme a cotação estiver boa, e ainda deixar o saldo investido em alguns fundos pra render até a viagem.
- O cartão funciona em qualquer lugar do mundo — em todas as próximas viagens você já usa a mesma conta.
- Atendimento e suporte todo em português.
- Não tem taxa pra abrir nem pra manter a conta.
- Dá pra sacar em caixas eletrônicos do exterior pra ter euro em espécie, e os dois primeiros saques são isentos de taxa.
- Assim que cria a conta, você já tem um cartão virtual de débito no celular pra usar na hora — e pode pedir o cartão físico também.
- Tem uma sala VIP no aeroporto de Guarulhos, um benefício e tanto pra usar em todas as viagens.
- Não esquece do cupom GRUPODICAS20 na abertura pra ganhar até 20 dólares.
Euros em espécie: leve um pouco, mas só um pouco
A vantagem do dinheiro vivo é que você não paga o IOF cheio que o crédito cobra, e trava o câmbio na hora da compra do euro no Brasil. É a forma mais simples de pagar táxi antigo, padaria de bairro, mercado de rua e lugar pequeno que não aceita cartão.
O problema é que dinheiro vivo é risco: se for roubado, você perde tudo de uma vez. E se levar toda a grana em espécie, fica refém da cotação que pagou no Brasil, sem flexibilidade nenhuma.
Por isso a regra de ouro é dividir: leve só uma parte em espécie e guarde em locais diferentes (pochete interna, carteira, cofre do hotel). O resto fica na conta global. Assim você fica seguro e não tem dor de cabeça.
Cartão de crédito: só pra emergência e reservas
O cartão de crédito também funciona em Roma, é só pedir a liberação pra compras internacionais antes de viajar. Mas é a opção mais cara: tem IOF mais alto (por volta de 6% nas compras internacionais) e a conversão acontece só no fechamento da fatura, ou seja, você fica exposto à variação cambial até lá.
A gente recomenda usar o crédito como plano B: caução de hotel, despesa imprevista, emergência médica e aquela situação em que o débito falha. É bom ter um limite disponível guardado pra esses momentos, mas não como forma principal de pagar o dia a dia.
Quanto levar por dia em Roma
Aqui depende muito do seu estilo de viagem, mas dá pra ter uma ideia boa. Pra um orçamento econômico, considere algo em torno de € 40 a € 70 por pessoa por dia, cobrindo duas refeições simples, café, água, gelato, transporte público e uma margem pra souvenir baratinho.
Se você quer comer em restaurantes melhores, incluir mais passeios pagos e pegar táxi de vez em quando, suba pra algo como € 70 a € 100 por dia. Lembrando que ingressos de atração (Coliseu, Museus Vaticanos) é melhor comprar antecipado e pagar no cartão — assim você tira essa despesa do orçamento em espécie.
Quanto custa comer em Roma
Pra planejar a grana, vale ter na cabeça as faixas de preço típicas:
- Almoço simples (prato + bebida): em torno de € 15 a € 25 por pessoa.
- Jantar em restaurante mais arrumado: algo entre € 25 e € 40 por pessoa, sem vinho caro.
- Café expresso no balcão: cerca de € 1 a € 2.
- Fatia de pizza al taglio ou panino na rua: em torno de € 4 a € 8.
- Gelato: algo entre € 3 e € 5 a porção.
Olha uma dica que vale dinheiro: comer perto do Coliseu ou da Fontana di Trevi sai bem mais caro. Andando duas ou três ruas pra dentro, longe da fila de turista, você acha o mesmo prato muito mais em conta. E nos cafés, beber o expresso de pé no balcão costuma custar bem menos do que sentado à mesa.
Transporte em Roma: quanto reservar
O sistema de transporte é integrado — ônibus, metrô, trem urbano e tram usam o mesmo bilhete. As faixas de preço costumam ser assim:
- Bilhete simples (BIT): cerca de € 1,50, válido por 100 minutos após validar.
- Bilhete diário 24h (BIG): em torno de € 7, uso ilimitado.
- Passe de 3 dias (BTI): por volta de € 18.
- Passe semanal (CIS, 7 dias): cerca de € 24.
Vale a pena pegar o passe diário se você for andar muito de metrô e ônibus no mesmo dia — costuma compensar a partir de 3 a 4 viagens. Pro trajeto aeroporto–centro, o táxi oficial de Fiumicino tem tarifa fixa em torno de € 50, e o trem Leonardo Express (Fiumicino–Termini) sai por volta de € 8 a € 15, dependendo da opção (existem trens regionais mais baratos também).
Uma coisa boa de Roma é que ela é ótima pra caminhar. Se você se hospedar numa zona central (Termini, Monti, Trastevere, Campo de’Fiori), gasta pouco com transporte e ainda economiza tempo.
Como sacar dinheiro em Roma (ATM/Bancomat)
Roma tem caixa eletrônico (chamado de Bancomat) em todo canto, principalmente em áreas centrais e estações. Sacar é fácil e relativamente seguro, e é uma ótima forma de pegar euro conforme a necessidade, sem ter que carregar muito dinheiro vivo desde o Brasil.
Mas tem dois cuidados importantes:
- Prefira ATMs ligados a bancos de verdade (Unicredit, Intesa, etc.) e evite máquinas independentes espalhadas pela rua, que costumam ter taxas abusivas.
- Quando a tela oferecer a conversão dinâmica (mostrar o valor em reais e perguntar se quer pagar nessa cotação), recuse sempre. É melhor deixar o seu banco ou a conta global fazer a conversão — sai bem mais barato.
A gente errou nessa nas primeiras viagens: aceitou a tal conversão na tela achando que era mais cômodo e levou um spread escondido bem salgado. Recusa que você sai ganhando.
Erros comuns que fazem o brasileiro perder dinheiro
Pra você não cair nas mesmas armadilhas, anota esses tropeços clássicos:
- Levar euro demais em espécie achando que tá se protegendo do câmbio — só aumenta o risco de roubo e trava tudo numa cotação ruim.
- Depender só do crédito, pagando IOF alto e ficando refém da cotação da fatura.
- Não avisar o banco da viagem, deixando o cartão bloquear na primeira compra.
- Esquecer de habilitar a função internacional do cartão ou da conta global antes de embarcar.
- Comprar euro em cima da hora no aeroporto, onde a cotação é sempre pior.
- Não diversificar: se só tem um cartão e ele falha, sem espécie de reserva, você passa aperto.
- Sacar em qualquer ATM sem olhar as taxas, caindo nas máquinas independentes.
- Carregar tudo na mesma carteira: separe em pelo menos dois lugares diferentes.
Dicas práticas pro dia a dia em Roma
Tem uma coisa que pouca gente conta: muitos italianos ainda usam bastante dinheiro vivo, principalmente comerciantes de bairro e gente mais velha. Então não estranhe se o barista preferir cash pra contas pequenas. Por isso vale sempre ter algumas moedas de centavo e de € 1 e € 2 na carteira — pra banheiro público pago, gorjeta pequena e máquina de bilhete antiga.
Outra: em mercados de rua e feiras (como o Campo de’Fiori) ainda rola pechinchar um pouco quando você paga em dinheiro, especialmente se levar mais de um item. E confirme se o táxi ou restaurante aceita cartão antes de consumir — alguns táxis mais antigos ainda só pegam dinheiro.
Quando viajar pra gastar menos
Se o objetivo é economizar, a baixa e média temporada (de outubro a março, fora Natal, Ano Novo e feriados) costuma ter hospedagem mais barata, menos fila nas atrações e passagens com mais promoção. A cidade ainda fica agradável no outono e fim de inverno.
Já a alta temporada (de junho a setembro) tem cidade cheia, calor forte e preços mais altos em hotéis e restaurantes — sem contar o que você gasta a mais com água, sorvete e bebida pra aguentar o sol.
Então, como levar dinheiro para Roma?
Resumindo a combinação que a gente sempre usa e recomenda:
- A maior parte na conta global em euro/dólar, pra pagar o dia a dia com segurança, praticidade e câmbio comercial.
- Uma parte menor em espécie, dividida em lugares diferentes, pra pequenas compras, gorjetas e lugares que só aceitam dinheiro.
- O cartão de crédito desbloqueado só como plano B, pra emergências, caução de hotel e o aluguel de carro se você for sair de Roma pra rodar pela Itália.
Com essa estratégia você gasta menos com IOF e câmbio, fica mais seguro e ainda tem flexibilidade pra qualquer imprevisto. É o jeito que a gente faz toda vez que volta a Roma.
E já que tô falando em planejar a grana, ficar bem localizado também economiza muito: hotel no centro te poupa táxi e tempo de transporte, deixando mais dinheiro pros passeios. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Roma:
Onde ficamos em Roma (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Roma é no centro histórico da cidade. Isto porque apesar de ser uma região mais cara, é a mais turística, com várias opções de hotéis, e você estará próximo a diversas atrações imperdíveis.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre como levar dinheiro para Roma
Qual a melhor forma de levar dinheiro para Roma?
A combinação mais vantajosa é usar uma conta global em euro/dólar pra maior parte dos gastos, levar um pouco de euro em espécie pra pequenas compras e deixar o cartão de crédito só como reserva de emergência. Assim você economiza com IOF e câmbio e fica mais seguro.
Posso usar real em Roma?
Não. A moeda oficial é o euro e o real não é aceito em estabelecimentos. Você precisa converter pra euro, seja em espécie, conta global ou cartão.
Quanto dinheiro levar por dia em Roma?
Pra um estilo econômico, considere algo entre € 40 e € 70 por pessoa por dia. Se quiser comer melhor, fazer mais passeios pagos e pegar táxi, planeje algo como € 70 a € 100 por dia.
Vale a pena sacar dinheiro nos caixas eletrônicos de Roma?
Vale, e é prático pra não carregar muito dinheiro vivo desde o Brasil. Só prefira ATMs ligados a bancos de verdade, confira a taxa por saque e recuse sempre a conversão dinâmica oferecida na tela — deixe o seu banco ou a conta global fazer a conversão.
Os cartões são aceitos em Roma?
Sim, e bastante. Hotéis, restaurantes, metrô, museus e lojas aceitam débito e crédito internacional, e o pagamento por aproximação (inclusive Apple Pay e Google Pay) é padrão. Mesmo assim, leve um pouco de espécie pra bares pequenos e táxis antigos que ainda preferem dinheiro.
Preciso declarar o dinheiro que levo para Roma?
Só é preciso declarar à Receita se você sair do Brasil com mais de cerca de US$ 10 mil por pessoa (ou equivalente em outra moeda). Pra uma viagem normal de turismo, você não chega perto disso em espécie.
Devo usar o cartão de crédito como forma principal de pagamento?
Não é a melhor ideia. O crédito tem IOF mais alto (por volta de 6%) e a conversão acontece só no fechamento da fatura, te deixando exposto ao câmbio. O ideal é usá-lo só como plano B, pra emergências, caução de hotel e aluguel de carro.
Economize ao máximo na sua viagem a Roma:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Roma, com todas as dicas pra economizar sem deixar de aproveitar.
- Ingressos: saiba onde comprar os ingressos para as atrações de Roma da forma mais barata e segura.
- Carro: se você for sair de Roma pra rodar pela Itália, não deixe de ler como alugar um carro em Roma pelo menor preço possível.
- Celular: quer usar o celular a viagem toda sem preocupação? Garanta um chip internacional ainda no Brasil clicando aqui.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar em Roma pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: na Europa o seguro é obrigatório (mínimo de 30 mil euros de cobertura) e o atendimento médico fora sai caro. Veja aqui como conseguir o melhor e mais barato.
- Transfer: precisa ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.






