
Quer saber como viajar barato para Florença sem abrir mão do que a cidade tem de melhor? Então senta que a gente preparou um guia completo, com tudo o que aprendeu nas viagens à terra do Renascimento pra esticar cada euro do orçamento.
Florença é compacta, dá pra cruzar a área turística a pé em menos de 30 minutos, e isso já facilita demais a vida de quem viaja econômico. A gente vai destrinchar como chegar gastando menos, onde ficar, o que fazer de graça e os erros que estouram o orçamento sem você perceber.
Quando a gente foi pela primeira vez, o que mais surpreendeu foi quanto dá pra economizar só evitando os restaurantes na frente das atrações e reservando os museus com antecedência. E não esquece: aqui no nosso Guia de Florença a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato: hotel, transporte, seguro, comida, chip e ingressos.
Quando ir pra Florença gastando menos
O segredo número um pra viajar barato é fugir da alta temporada. Julho e agosto são os meses pra evitar: cidade lotada, calor forte e preços de hospedagem e passeios lá em cima.
As melhores épocas pra economizar são a primavera (abril e maio, fora a Páscoa e feriados europeus) e o outono (do fim de setembro a novembro). O inverno (dezembro a fevereiro) também pode sair mais barato na hospedagem, mas tem dias curtos e chance de frio e chuva. Pra quem só quer caçar museu e não liga pro clima, é uma boa.
Em modo econômico, mas confortável, dá pra fazer Florença em torno de 80 a 120 euros por dia por pessoa, sem contar a passagem internacional. É uma boa referência pra você se planejar.
Como encontrar passagens aéreas baratas pra Florença
Pra economizar nesse item que costuma ser o mais caro da viagem, a primeira dica é usar um comparador de passagens, que faz a busca em todas as companhias de uma vez. Você só preenche a data e ele mostra todas as opções disponíveis.
A gente está sempre usando esse comparador de passagens aéreas, porque costuma ter os melhores preços e é um dos mais seguros e conhecidos aqui no Brasil. Vale clicar nele e seguir as dicas que você economiza muito.

Outra dica de ouro: na maioria dos casos, voar até Pisa sai mais em conta do que voar direto pro aeroporto de Florença (o Peretola). Pisa fica a uns 100 km de Florença, ligada por trem regional e ônibus.
Do aeroporto de Pisa, o trem regional até a estação Santa Maria Novella, em Florença, custa em torno de 9 a 15 euros por pessoa e leva cerca de 1 hora. O ônibus também faz esse trajeto, com preço parecido. Em alguns períodos, essa combinação economiza dezenas de euros no trecho europeu.
Pra quem sai do Brasil, vale comparar voar pra Roma ou Milão e depois pegar trem ou voo low cost até Pisa ou Florença, em vez de buscar voo já com destino final em Florença. A cidade também é super conectada por trem: de Roma, Milão, Veneza ou Bolonha, os trens regionais e Intercity são bem mais baratos que os de alta velocidade.
Onde comprar ingressos de Florença e da Itália economizando
Aqui mora boa parte da economia. Florença é o berço do Renascimento, então tem arte de peso (Michelangelo, Botticelli, Leonardo) concentrada numa cidade pequena, e os ingressos podem pesar se você não se organizar.
Dica da antecedência: comprar antes, pela internet, é sempre mais barato. Na bilheteria, além de mais caro, o ingresso pode já estar esgotado pro dia que você quer, e você ainda perde um tempão na fila.
Dica do IOF: se comprar no site oficial das atrações, a compra sai na moeda do país, com IOF e sem parcelamento. Procure sempre sites que já cobram em reais.
Um site que a gente usa em todas as viagens é esse aqui que a gente sempre usa. É um dos maiores do mundo, tem todos os ingressos e passeios da cidade e já é um dos lugares mais baratos. A maior vantagem é que você paga em reais (evitando o IOF) e pode parcelar. Outras vantagens:
- Free tours: oferece tours gratuitos na maioria das cidades turísticas. Você só paga uma gorjeta pro guia no final.
- Cancelamento gratuito: dá pra cancelar o ingresso sem custo nenhum.
- Transfer: lá você acha o transfer do aeroporto até o hotel. Às vezes sai mais barato que táxi, você paga adiantado (evitando golpe de taxista com turista), o motorista já sabe seu destino e te espera com uma placa com seu nome no desembarque.
- Atendimento em português: suporte 24h, em português, se precisar.
A gente errou nessa numa viagem: tentou entrar na Galeria Uffizi num sábado de manhã na alta temporada e a fila tava virando a esquina. Reserve com antecedência e vá logo na abertura ou num dia de semana.
Falando em preço, a maioria dos museus principais de Florença custa entre 10 e 20 euros. A Uffizi, o museu mais famoso, fica em torno de 20 euros na alta e perto de 12 euros na baixa, com uma taxa extra de uns 4 euros pra reservar online (que vale muito a pena pra fugir das filas). A dica é listar exatamente quais museus você quer visitar e somar os valores antes de decidir.
O que dá pra ver de graça em Florença
Boa parte do encanto da cidade não custa nada:
- Ponte Vecchio: o cartão-postal, acesso totalmente gratuito.
- Duomo por fora: a arquitetura é impressionante e andar pelo entorno rende ótimas fotos sem gastar.
- Piazzale Michelangelo: o mirante com a vista clássica da cidade é gratuito. O único custo é a subida (a pé ou de ônibus). O pôr do sol ali é um dos programas mais inesquecíveis e baratos da viagem.
- Praças e igrejas: Piazza della Signoria, Piazza Santa Croce e muitas igrejas com entrada gratuita ou contribuição voluntária.
Transporte barato dentro de Florença
Florença é uma cidade super caminhável, e isso ajuda muito o orçamento. Andar a pé é a melhor forma de circular pelo centro histórico, já que boa parte é zona de pedestres.
Se precisar, o ônibus urbano custa em torno de 1,50 euro e vale por 90 minutos com integrações. O tram (bonde elétrico) conecta o aeroporto ao centro, com preço parecido com o ônibus e bem mais barato que táxi. Táxi e apps, deixe só pra emergência (mala pesada, madrugada).
A dica de mão de vaca elegante é escolher hospedagem a até 15 ou 20 minutos a pé da estação Santa Maria Novella. Isso reduz muito a necessidade de transporte pago.
Como economizar com o seguro viagem
Pra entrar em qualquer lugar da Europa é obrigatório ter o Seguro Viagem Internacional, com cobertura mínima de 30 mil euros. Ele te deixa coberto contra imprevistos e gastos com hospital ou extravio de bagagem, que fora do Brasil custam uma fortuna.
Pra isso, a gente recomenda usar esse comparador de seguros. Você coloca o destino e a quantidade de dias, e em poucos segundos ele compara o orçamento das maiores e melhores seguradoras do mundo. O link já vem com 18% de desconto exclusivo pros nossos leitores.

Você encontra preços ótimos em empresas de confiança e contrata em menos de 5 minutos, sem burocracia.
Como economizar na alimentação em Florença
Comer bem e barato em Florença é totalmente possível. Em modo econômico, dá pra gastar em torno de 20 a 25 euros por dia combinando comida de rua, supermercado e pizzarias. Numa refeição em restaurante simples (prato e bebida), conte uns 15 a 25 euros por pessoa.
Algumas dicas que sempre funcionam pra gente:
- Procure pizza al taglio (pizza em pedaço), panini e lugares de comida pra viagem. Duas fatias saem por uns 5 a 6 euros, e um prato de pasta pra levar por 6 a 8 euros.
- Fuja dos restaurantes com cardápio em cinco línguas e funcionário chamando turista na porta. Costumam ser mais caros e menos autênticos.
- Compre o café da manhã no supermercado (pão, iogurte, fruta) e guarde o dinheiro pro almoço ou jantar. Muitos hotéis também oferecem café farto, então capriche na primeira refeição.
- Fique de olho no coperto, a taxa de couvert por pessoa, comum na Itália, que pode encarecer a conta.
- A taça de vinho da casa costuma ser barata e de boa qualidade pros nossos padrões.
Vale a pena conhecer o Mercato Centrale: na parte gastronômica dá pra provar comida típica, dividir pratos e controlar melhor o gasto. E sobre o gelato: as melhores gelaterias têm sorvete em cubas baixas, com cores naturais e preço honesto (uns 2,50 a 4 euros). As montanhas coloridas e chamativas costumam ser mais artificiais e caras.

Como economizar com o chip de celular em Florença
Uma dica importante: evite usar o roaming internacional com o chip do Brasil. Além de ser muito caro, a maioria dos hotéis cobra taxa diária pelo wi-fi e você só consegue usar o celular dentro do local.
O que vale muito mais a pena é comprar um chip pré-pago internacional. Sai mais barato, você usa a internet durante toda a viagem com bom sinal e, se for alugar carro num bate-volta, o que economiza no GPS já paga o chip usando o GPS do celular.

Depois de testar vários chips diferentes viajando o mundo, o que a gente mais gosta e usa é esse chip de viagem que a gente usa. O preço é ótimo, o serviço é excelente e o atendimento é todo em português.
Como economizar ao levar euros pra Florença
Levar euros em dinheiro vivo costuma ser a forma mais vantajosa, porque ao comprar em espécie você economiza o IOF que é cobrado no cartão. A gente sugere levar um valor em espécie, em torno de 700 a 1200 euros por pessoa, e o restante numa conta global (que a gente explica logo abaixo).

Dá pra comprar euros em espécie pela internet e receber em casa por portador (ou retirar numa loja física). Clique aqui pra acessar o site que a gente usa pra comprar euros e conferir a cotação atualizada. Pra comprar é só fazer o cadastro e escolher a quantia em espécie.
Abra uma conta global pra levar seus euros com segurança
Uma das formas mais práticas e seguras de levar dinheiro hoje é abrir uma conta digital global em dólar e usar o cartão dela pra fazer todos os pagamentos e saques no exterior, independente da moeda do destino.

De forma geral, comprar dólares nessa conta global que a gente usa sai bem mais barato, porque você compra na cotação comercial, que é a mais barata. Bancos e casas de câmbio usam a cotação turismo, mais cara.
Além disso, o IOF pra usar o cartão no exterior é bem menor que o de outras opções. É uma economia grande, e tudo é feito online, com segurança. Pode pesquisar e comparar.
Como abrir essa conta global do Brasil
Essa conta digital global é brasileira, já bem conceituada no mercado, e dá pra criar em menos de 5 minutos. Você coloca dólares e usa em qualquer país do mundo, então abre pra essa viagem e usa nas próximas também. O único documento exigido é RG ou CNH.

Pra baixar o app e começar a criar sua conta, é só clicar aqui na conta digital. E como muita gente abre conta por causa dos nossos blogs, a gente conseguiu um cupom: quem usar o código GRUPODICAS20 ganha até 20 dólares ao fazer a primeira remessa de câmbio, em até 15 dias desde a abertura. Outras vantagens:
- Dá pra acumular dólares aos poucos conforme a cotação ficar boa e ainda deixar investido pra ir rendendo até a viagem.
- Usa o cartão em qualquer lugar do mundo, então serve pra todas as viagens futuras.
- Atendimento e suporte todo em português.
- Não tem taxa pra abrir nem manter a conta.
- Dá pra sacar nos caixas eletrônicos do exterior, e os dois primeiros saques são isentos de taxa.
- Assim que cria a conta, você já tem um cartão virtual de débito no celular e pode pedir o físico.
- Tem uma sala VIP no aeroporto de Guarulhos que dá pra usar nas viagens.

Economize nas compras usando o Tax Free
O Tax Free existe em quase todos os países da Europa e devolve boa parte dos impostos pagos nas compras pros turistas.
A dica é verificar se a loja tem a plaquinha de Tax Free, ou perguntar. Mas atenção: na Itália existe um valor mínimo de compra de 154,95 euros pra ter direito. E serviços como hotel e táxi não oferecem Tax Free.
Quando fizer uma compra acima desse valor, o atendente vai perguntar (ou você pede) o Tax Free. Ele pede seu passaporte, preenche um formulário e entrega um envelope com a nota fiscal e o formulário.

Onde se hospedar barato em Florença
A hospedagem é um dos itens mais caros, mas dá pra economizar pesquisando e reservando com bastante antecedência. As faixas de preço por noite costumam ficar assim: hostel em torno de 25 a 45 euros por pessoa em quarto compartilhado, B&B econômico de 60 a 100 euros o quarto duplo e hotel 2-3 estrelas entre 100 e 150 euros pra duas pessoas.
Sobre os bairros, ficar perto da estação Santa Maria Novella é ótimo pra quem chega de trem e dá pra ir a pé ao centro. Já o Oltrarno (do outro lado do rio Arno, na região de Santo Spirito e San Niccolò) costuma ser um pouco mais barato que o miolo turístico do Duomo, com restaurantes mais locais e clima de bairro.

Como a cidade é caminhável, ficar bem localizado economiza muito em transporte e te dá mais tempo de passeio. Olha aqui a melhor região pra se hospedar em Florença, com hotéis que a gente já testou:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre viajar barato para Florença
Quanto custa viajar pra Florença por dia?
Em modo econômico, mas confortável, dá pra fazer Florença em torno de 80 a 120 euros por dia por pessoa, sem contar a passagem internacional. Esse valor inclui hospedagem simples, alimentação econômica, transporte local e uma ou duas atrações por dia.
Qual a época mais barata pra ir a Florença?
A primavera (abril e maio, fora a Páscoa) e o outono (fim de setembro a novembro) costumam ser os períodos mais baratos. O inverno também pode sair em conta na hospedagem. Evite julho e agosto, que são caros e lotados.
Vale a pena voar pra Pisa em vez de Florença?
Na maioria dos casos, sim. Voar pra Pisa costuma ser mais barato e a cidade fica a uns 100 km de Florença, com trem regional de cerca de 1 hora custando em torno de 9 a 15 euros. Em alguns períodos isso economiza dezenas de euros.
Como economizar nos ingressos dos museus de Florença?
Compre online e com antecedência, em sites que cobram em reais pra fugir do IOF e do parcelamento. Liste exatamente quais museus você quer visitar e some os valores antes de decidir. A maioria custa entre 10 e 20 euros, e reservar antes evita filas longas.
Dá pra conhecer Florença a pé?
Sim, e é a melhor forma de economizar. A cidade é compacta, dá pra cruzar a área turística a pé em menos de 30 minutos e boa parte do centro histórico é zona de pedestres. Ônibus e tram resolvem o resto, e táxi você deixa só pra emergência.
O que dá pra ver de graça em Florença?
Bastante coisa: a Ponte Vecchio, o Duomo por fora, o mirante do Piazzale Michelangelo (com pôr do sol incrível), as praças como Signoria e Santa Croce, e várias igrejas com entrada gratuita ou contribuição voluntária.
O seguro viagem é obrigatório pra Florença?
Sim. Pra entrar em qualquer país do espaço Schengen, incluindo a Itália, é obrigatório ter seguro viagem com cobertura mínima de 30 mil euros. Além de ser exigência, protege você de gastos médicos altos no exterior.
Economize ao máximo na sua viagem a Florença
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Florença da forma mais barata e segura.
- Carro: se você for esticar a viagem pela Toscana, vale ler como alugar um carro em Florença, com dicas pra pegar o menor preço possível.
- Euros: conheça a melhor forma de levar seu dinheiro para Florença, com os prós e contras de cada opção.
- Celular: garanta um chip europeu ainda no Brasil clicando aqui. É fácil e barato.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Florença pra saber a melhor localização e economizar no hotel.
- Seguro viagem: o atendimento médico no exterior é caríssimo. Veja aqui as dicas pra conseguir o melhor e mais barato seguro.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço.
No fim das contas, viajar barato pra Florença é mais sobre planejamento do que sobre abrir mão das coisas boas. A gente sempre volta de lá com a sensação de que o programa que mais marcou (o pôr do sol no Piazzale Michelangelo) foi de graça. Organize os ingressos, fuja da alta temporada, ande bastante a pé e aproveite cada euro economizado num gelato de verdade. Boa viagem!
