
Ficar conectado em Florença muda completamente a sua viagem. Estamos falando de uma cidade de ruas estreitas, ZTL (zonas de tráfego limitado) e museus que pedem reserva de horário, como a Galleria degli Uffizi e a Galleria dell’Accademia. Sem internet, você fica refém do Wi-Fi instável do café e perde tempo precioso.
Quando a gente foi pela primeira vez, achou que ia se virar só com o Wi-Fi do hotel. Erro clássico: na hora de chamar um transfer no aeroporto, conferir o horário do trem pra Pisa e achar o endereço do hotel naquelas ruazinhas do Oltrarno, a gente ficou na mão. Desde então, nunca mais viajamos sem internet garantida na chegada.
Nesta matéria a gente explica todas as formas de usar o celular em Florença — chip local, chip internacional comprado no Brasil, eSIM e roaming — e qual delas costuma valer mais a pena. E aproveita pra deixar a dica: aqui no nosso guia de como viajar barato para Florença a gente reuniu tudo pra montar a viagem inteira pagando mais barato.
As 4 formas de ter internet em Florença
Pra não complicar, são basicamente quatro caminhos pra usar o celular na cidade:
- Chip local italiano (TIM, Vodafone, WindTre, Iliad), comprado já na Itália.
- Chip ou eSIM internacional comprado no Brasil, antes de viajar.
- eSIM de operadora local ou global, configurado pelo app.
- Roaming internacional da sua operadora brasileira (Claro, Vivo, TIM).
Cada um serve melhor pra um perfil de viagem. Mas, na prática, pra maioria dos brasileiros que a gente conhece, a opção que une praticidade + bom preço + chegar já conectado é o chip internacional comprado no Brasil. É sobre ele que a gente fala logo abaixo.
O melhor chip de viagem para usar em Florença
Depois de tantos anos testando chip por aí, viajando pelo mundo inteiro, o que a gente mais gosta e recomenda pros nossos leitores é esse chip de viagem que a gente usa.
Ele tem um bom preço comparado aos outros, mas o principal diferencial pra gente foi a cobertura: a internet do celular funcionou com ótima velocidade em todas as cidades que a gente visitou, inclusive nas menores e mais afastadas da Toscana. Pra quem vai fazer bate-volta pra Siena, Lucca ou San Gimignano, isso faz toda diferença.
Outro ponto que a gente achou um baita diferencial foi o atendimento, que é em português e bem prestativo — a empresa tem nota excelente no Reclame Aqui, com pouquíssimas reclamações. Essa é uma dica que a gente sempre dá: olha esse site antes de comprar qualquer serviço.
O valor em reais (sem IOF)
Quando você analisa o chip, vai ver que o valor no site aparece em dólares. Mas, no fim da compra, dá pra pagar em reais e até por PIX. E por que isso importa? Pagando em reais, você não paga as taxas e o IOF de uma compra em outra moeda, aqueles que aparecem depois na fatura do cartão e acabam sendo um gasto a mais.
Alguns concorrentes até falam que são mais baratos, mas na hora de fechar adicionam um monte de serviço e dias extras. Vale fazer a conta certinha pra não se enganar pelo valor inicial.
Entrega rápida e retirada
Comprando no site, você recebe o chip físico em poucos dias — é rápido mesmo. E pra quem tá com pressa, dá pra retirar direto nas filiais de São Paulo e Rio de Janeiro, ou combinar de mandar um motoboy buscar no dia.
Internet ilimitada
Esse é, sem dúvida, um dos melhores benefícios: você não fica contando GB, porque a internet é ilimitada. Você só escolhe a quantidade de dias da viagem e paga como se fosse uma diária, não por pacote de dados. Pra quem posta muito no Instagram e usa mapa o tempo todo, é o sossego.
Sistema de recarga e consulta (economize ainda mais)
A empresa tem um aplicativo bem legal pra você consultar o consumo de internet e fazer recargas. Isso porque, depois de comprar o chip, você pode usar ele pra sempre.
Se for fazer outra viagem ou quiser colocar mais internet na mesma viagem, é só usar o app deles. E recarregar depois sai mais barato, porque na primeira compra já está incluso o valor do chip — nas próximas, você paga só a recarga. Por isso vale guardar o chip pra futuras viagens, que vai ficando ainda mais em conta. A gente usa o app bastante.
O chip digital eSIM
Os celulares mais novos já trazem a tecnologia do eSIM, que é o chip virtual. Em vez de receber um chip físico em casa, você entra no site, compra o eSIM com o plano que quer e recebe um e-mail com um código pra configurar direto no celular.
É ótimo: além da agilidade de não precisar esperar a entrega, o plano com eSIM costuma sair mais barato, porque não tem taxa de envio nem o custo do chip físico. Outra vantagem é que dá pra manter o número do Brasil no chip físico (pra receber SMS de banco e WhatsApp) e usar o eSIM só pros dados.
O único ponto de atenção é a compatibilidade: nem todo aparelho aceita eSIM. No site deles você confere se o seu celular suporta a tecnologia ou se vai precisar do chip físico.
E o chip local italiano? Vale a pena?
Vale, sim, principalmente se você vai ficar só pela Itália por mais tempo. As operadoras mais usadas e bem avaliadas em cobertura são TIM, Vodafone, WindTre e Iliad — todas com boa cobertura na Toscana.
Os planos turísticos pré-pagos costumam ter muitos GB (dezenas, às vezes quase ilimitado) por um valor na faixa de 15 a 25 euros pelo mês, geralmente já com internet e ligações em território italiano. Em muitos casos você paga o chip físico (em torno de 10 euros), uma taxa de ativação (perto de 5 euros) e o plano escolhido por cima. A Iliad costuma ser a mais agressiva no preço, com planos baratos e bastante GB.
Pra comprar em Florença, vale lembrar de alguns pontos:
- Leve o passaporte — é obrigatório pra registrar o SIM. Sem ele, a loja não consegue ativar e você perde tempo voltando outro dia.
- Prefira as lojas oficiais das operadoras no centro histórico. Fuja de lojinha genérica, que costuma cobrar mais e oferecer plano pior.
- Seu celular precisa estar desbloqueado, senão o chip italiano simplesmente não funciona.
- Peça um “SIM ricaricabile senza vincoli” (pré-pago sem vínculo) com dados suficientes pra mapas e redes sociais.
O contra do chip local é justamente isso: você desembarca sem internet e precisa achar uma loja, encarar fila e a barreira de idioma já cansado da viagem. Por isso a gente prefere chegar conectado e resolver isso ainda no Brasil.
Não use o seu plano de celular do Brasil em roaming
Essa é a primeira dica pra não gastar uma fortuna na viagem. Se você levar o celular com o chip brasileiro e ativar o roaming, até consegue usar lá fora, mas a conta no fim do mês pode ser absurda.
Os pacotes de roaming da Claro e da Vivo costumam ser só pra pós-pago, com uma taxa mensal e diárias de uso que podem deixar a conta alta quando acionadas. Na TIM Brasil também é preciso contratar pacote de roaming internacional, normalmente bem salgado por mês. Chega a ser várias vezes mais caro do que usar um chip internacional.
O roaming só faz sentido pra quem vai ficar bem pouquinho (um final de semana) e não quer trocar de chip de jeito nenhum. Pra viagens de mais de uma semana, esquece — não compensa.
Qual opção combina com o seu tipo de viagem
Pra facilitar, separamos por cenário:
- Só pela Itália por 7 a 15 dias: dá pra usar o chip internacional comprado no Brasil ou um chip local italiano, os dois resolvem bem.
- Roteiro por vários países da Europa: o chip ou eSIM internacional comprado no Brasil é o mais conveniente, porque costuma funcionar em toda a União Europeia, sem trocar nada na fronteira.
- Viagem de poucos dias: eSIM internacional resolve sem você perder tempo procurando loja.
- Não domina italiano nem inglês e odeia burocracia: chip internacional ou eSIM comprado antes, com interface e atendimento em português, é o caminho mais tranquilo.
Por que ter internet faz tanta diferença em Florença
Mesmo Florença sendo uma cidade compacta e ótima de explorar a pé, a internet ajuda muito no dia a dia:
- Mapas e deslocamento pelas ruas estreitas do centro histórico, com as zonas de tráfego limitado (ZTL).
- Reserva de museus como Uffizi e Accademia, conferindo horário em tempo real pra fugir das filas.
- Reserva de restaurantes concorridos pelas bandas da Piazza della Signoria, Santa Croce e Oltrarno.
- Bate-voltas pela Toscana: dá pra checar horário de trem da Trenitalia e da Italo pra Pisa, Siena e Lucca direto do celular.
Se for usar mapa, vale também baixar a região offline no Google Maps antes, pra qualquer momento sem sinal. E uma dica esperta: a internet substitui com folga o GPS pago da locadora, que costuma custar uns 10 dólares por dia. Em 15 dias seriam 150 dólares — com bem menos você compra o chip e ainda usa pra tudo o mais.
Erros que os brasileiros mais cometem com o chip em Florença
Alguns deslizes são tão comuns que vale listar pra você não cair neles:
- Depender só do Wi-Fi do hotel ou dos restaurantes — na rua, o Wi-Fi público é raro e instável, e isso atrapalha mapa, transporte e ticket digital.
- Chegar sem nenhum plano ativado e deixar pra ver depois — você já sente falta no aeroporto e na chegada, na hora de chamar transporte e achar o hotel.
- Confiar no roaming sem olhar a conta — muita gente descobre depois que a fatura veio altíssima.
- Comprar chip em lojinha genérica em vez de loja oficial — costuma ser mais caro e com plano pior.
- Esquecer o passaporte pra comprar chip local — sem ele, não dá pra registrar o SIM.
- Não conferir se o celular está desbloqueado — sem desbloqueio, o chip italiano não funciona.
Pra um roteiro curto desse jeito, ficar bem localizado economiza horas de transporte e te deixa mais tempo nos museus e nas ruelas. Veja a melhor região pra se hospedar em Florença:
Onde ficamos em Florença (e 3 hotéis bons e baratos!)
Isso fez toda a diferença em nossas viagens! A melhor região para se hospedar em Florença é no centro histórico da cidade. Lá, estão praticamente todos os pontos turísticos, como a Piazza Duomo, a Catedral de Florença e a Ponte Vecchio.
Se quiser, é só clicar aqui em mapa, que abrirá esse mapa personalizado que a gente criou, com a melhor região. Quando abrir, feche o mapa, coloque a data da sua viagem, clique em pesquisar e depois em ‘mostrar mapa’ de novo pra ver os hotéis com os preços já naquela região.
Estratégia pra economizar bem com o hotel: a antecedência é o que faz você pagar mais barato, sempre. Nesse site do mapa e nos hotéis abaixo, a maioria tem cancelamento gratuito. Reserve o quanto antes pra garantir um preço bem menor — se precisar cancelar, não paga nada.
HOTEL BEM BARATO: O mais barato que a gente achou e foi ótimo. Faz tudo a pé.
HOTEL MUITO BOM: Um pouco melhor e na mesma região central. Amamos.
HOTEL TOP: Nosso favorito: localização excelente, conforto e charme.
Perguntas frequentes sobre chip de viagem para Florença
Qual é o melhor chip de viagem para Florença?
Pra maioria dos brasileiros, o chip internacional comprado no Brasil é o mais prático, porque você chega em Florença já conectado, com atendimento em português e pagando em reais sem IOF. Foi o que a gente mais gostou de usar depois de testar vários.
Vale mais a pena chip local italiano ou chip internacional?
O chip local (TIM, Vodafone, WindTre, Iliad) costuma sair mais barato e dá muitos GB, mas você desembarca sem internet e precisa achar uma loja com passaporte em mãos. O internacional é um pouco mais caro, porém você já chega conectado e sem burocracia. Pra quem vai a vários países, o internacional cobre toda a Europa.
Preciso de passaporte para comprar chip na Itália?
Sim. Pra registrar um SIM italiano nas lojas oficiais é obrigatório apresentar o passaporte. Sem o documento, a loja não consegue ativar o chip e você perde tempo voltando outro dia.
O eSIM funciona em Florença?
Funciona muito bem. Você compra e ativa pelo app, sem esperar entrega nem procurar loja, e ainda dá pra manter o número do Brasil no chip físico. O único ponto é checar se o seu celular é compatível com eSIM antes de comprar.
Posso usar o meu plano do Brasil em roaming na Itália?
Dá pra usar, mas em geral sai bem caro. As operadoras brasileiras cobram taxa mensal e diárias de uso que deixam a fatura alta. Só compensa pra estadas bem curtas; pra viagens de mais de uma semana, chip ou eSIM é muito mais econômico.
O celular precisa estar desbloqueado para usar chip italiano?
Sim, o aparelho precisa estar desbloqueado de operadora pra aceitar um chip de outra rede. Vale conferir isso ainda no Brasil pra não ter surpresa na hora de ativar.
Internet ajuda mesmo nos bate-voltas pela Toscana?
Ajuda bastante. Com internet você confere horários da Trenitalia e da Italo em tempo real, encontra rotas e endereços, e organiza os passeios a Pisa, Siena e Lucca sem stress. A cobertura nas cidades menores faz diferença na hora de escolher o chip.
Economize ao máximo na sua viagem a Florença:
- Economizando: quer planejar sua viagem aproveitando melhor o orçamento? Não deixe de ler nossa matéria de como viajar barato para Florença, com todas as dicas pra economizar ao máximo, sem deixar de aproveitar!
- Ingressos: saiba onde comprar seus ingressos para os passeios de Florença da forma mais barata e segura.
- Euros: conheça qual a melhor forma de levar seu dinheiro para Florença, com os prós e contras de cada opção.
- Hospedagem: veja nossa matéria de onde ficar hospedado em Florença pra saber qual é a melhor localização e como economizar no hotel.
- Seguro viagem: na Europa o seguro é obrigatório (mínimo de 30 mil euros de cobertura) e o atendimento médico lá fora é caríssimo. Veja aqui como conseguir o melhor (e mais barato) seguro.
- Transfer: precisa de um pra ir do aeroporto ao hotel? Saiba aqui como reservar pelo menor preço!
No fim das contas, a gente não viaja mais pra Florença sem garantir internet antes de embarcar — é o que deixa tudo mais leve, do desembarque às reservas de última hora. Escolha a opção que combina com a sua viagem, mas não saia do Brasil sem um plano definido. Boa viagem e aproveita cada cantinho da cidade!






